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Síndrome de CLOWN

Criado por: MarioGalluzzo

Síndrome de CLOWN (ou estado de CLOWN)

Em alguns lugares na Idade Média era sinônimo de ingênuo e tolo. Em outros foi chamado de palhaço, originário da palha de colchão que os atores usavam como tecido para apresentar-se na rua, quando os teatros haviam sido fechados. Em outros, era ainda o "bobo da corte" que fugia da forca e podia falar verdades, por não ser levado a sério. Estamos falando do CLOWN, adotado aqui como um estado. Não como personagem, mas como um estado natural fruto da dilatação do que está dentro de cada um de nós, da nossa inocência, utilizando para isso nosso corpo e nossa expressão pessoal.
E como podemos hoje usar este estado para aprofundar e conectar em nós o que não conseguimos de outras maneiras? E se expandirmos ainda mais esta nossa natureza, para além da separação/exclusão, e considerarmos que vivemos potencialmente uma vida inclusiva em estado de auto criação?
A ideia aqui é mover-se junto ao fluxo contração/expansão, vivenciar entre objetivo e o subjetivo o mesmo movimento do Torus* e ampliar os ambientes individuais, numa possível interação com outros que queiram conviver e contagiar-se deste estado de auto criação, através do exercício de linguagens diversas: organizadas ou improvisadas; presenciais ou virtuais. É como meditar: acontece individual e em grupo. Porém, sentimos uma energia potencialmente diferente quando em grupo, tornando o acontecimento uma brincadeira intensa entre crianças pequenas e adultas em estado de clown. Sem palco, centro ou programação o ritmo de cada um se auto organiza livremente podendo ser sincrônico aos insights individuais. Assim, todos autores/atores, de alguma forma, compõem o todo; a edição é "in loco" e o roteiro mutante. Uma rede de "fofoqueiros" incorporados em criação, experenciando o movimento representado no Torus *(fluxo de retroalimentação presente em toda natureza. Fenômenos naturais como furacões, tornados, ciclones, redemoinhos de vento e água apresentam seus vórtices nos moldes do fluxo Torus).
Eu, Mario Galluzzo, sou o iniciador deste objeto por ser o meu momento, coincidente ao meu envolvimento com a temática da inclusão na relação direta com minha filha com "sindrome de down" que me fez perceber que quem precisa ser incluído no estado em que ela já se encontra, somos nós. Tenho vivenciado, esporadicamente, improvisos no nosso dia a dia em parceria com ela, me colocando em “risco”, desnudado, liberando a criança em mim. Não sei como, mas a necessidade é de falar menos e ... soltar.
Neste ambiente podemos criar vários objetos que como "doin" estimula as diversas expressões neste estado.
As contribuições espontâneas, serão encaminhadas à PCD.
Quem tá nessa?
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