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Plataforma de Agricultura Em-Rede

Criado por: dax

O consumo de alimentos estruturado sobre a agricultura industrial como vemos hoje está falindo. A maior parte das florestas já foi substituída por pasto e monocultura e o restante está sendo queimado ano após ano, o que já afetou o ciclo das águas. O volume de água dos nossos grandes aquíferos está diminuindo gradativamente e isto, adicionado da degradação que o uso de agrotóxicos causa no ecossistema, nos leva à hipótese de que este não é o método de agricultura que alimentará o mundo no futuro.

Neste futuro alternativo vamos ter portanto escassez de comida. Quando isto acontecer a água já terá acabado nos lugares onde é fácil acessá-la. Este é o paradigma sustentado pelo sistema em que vivemos, a escassez, a aceitação da realidade em que “não vai ter para todo o mundo” e que “precisamos nos esforçar para ter acesso a mais recursos do que outros nós”. Alguns chamam isso de “competição quente”, entrópica, do mais complexo para o mais simples.

Nós que percebemos este planeta como um organismo vivo formado por muitos outros organismos desejamos ver outro tipo de competição em curso, a “competição fria”, sintrópica, do mais simples para o mais complexo, em que todos nós cuidamos juntos da Terra.

Água se planta

A floresta é um organismo complexo e biodiverso com uma habilidade muito específica: a de condensar água do ar e infiltrá-la no solo. A partir de quinhentos hectares instalados de nova floresta estratificada, ou seja, com a presença de espécies de todos os tamanhos e papéis, começa a aumentar o volume de milímetros de chuva anual da região influenciada. Portanto se plantarmos muitas novas florestas resolveremos o problema com o ciclo das águas.

Este é um problema de solução exponencial. Para garantir a disponibilidade de água doce em em nossos rios precisaremos de uma área tão grande de novas florestas que isto demandará que muitas pessoas decidam se mover de suas cidades para o campo com intenção de criar suas agroflorestas e viver delas.

Existe um método de praticas agricultura que é capaz de habilitar esta exponencialização de que precisamos: a agricultura sintrópica. Esta forma de praticar agricultura, literalmente mimetizando os processos da vida na floresta, nos permite cultivar alimento enquanto desenvolvemos florestas que produzirão tanta matéria orgânica que não dependerão mais de recursos externos para continuar existindo. Sim! Agroflorestas tendem a se tornar micro-ecossistemas autosuficientes no longo prazo.

Isto vai demandar um nível de inclusão social tão grande que neste mesmo processo vamos solucionar também o problema da fome.

Queremos habilitar este futuro

Olhando para este futuro alternativo no qual a humanidade plantou as novas florestas e solucionou o problema da água sentimos o chamado para produzir esta plataforma. Numa realidade com muito mais pessoas vivendo no campo nos deparamos com um problema básico: o sistema de logística de distribuição de alimentos centralizado e voltado para a monocultura de grande escala que temos hoje não seria capaz de escoar a produção de uma quantidade muito maior de pequenos produtores distribuídos por todos os lugares. Esta gente precisa vender e entregar localmente!

E é isto que vamos fazer. Vamos habilitar que estas múltiplas redes sociais locais se conectem entre si e com outras comunidades de forma totalmente distribuída e sem intermediários!

Ou seja, se uma pessoa resolver partir para dentro de uma terra e produzir, preferencialmente com manejo agroflorestal, tudo o que ela produzir poderá ser escoado automaticamente pelo melhor preço para a rede social consumidora sem que o produtor tenha que mover uma palha.

Entregaremos uma ferramenta, um kit de utilidades que facilitará a articulação das pessoas que estão envolvidas na produção local, venda e entrega de alimentos orgânicos.

Criaremos:

1. Uma loja virtual onde o produtor disponibilizará os seus produtos para venda aos seus consumidores.

2. Um agente de logística que orquestrará a retirada dos produtos junto aos seus produtores e entrega destes aos seus compradores.

3. Um agente financeiro que receberá os pagamentos feitos pelos compradores e realizará a sua distribuição para produtores, processadores e transportadores.